A Terra está prestes a passar por uma catástrofe e não conseguimos fazer nada para o impedir

Planeias ir de férias em breve? Esperemos que ainda te safes a tempo, porque o fim do mundo como o conhecemos está bem próximo. Ok, talvez não esteja assim tão próximo mas está pelo menos um bocadinho próximo.

Desta vez, não tem nada a ver com a porcaria que nós, humanos, andamos a fazer neste mundo mas sim com o campo magnético da Terra, algo que nós não conseguimos controlar.

Os pólos magnéticos da Terra estão a Norte e a Sul mas todo o campo magnético não é estático como pensas – é um campo dinâmico e fluído que corre mesmo o risco de se virar completamente.

Uma inversão geomagnética é algo que já aconteceu algumas vezes nos poucos biliões de anos de existência da Terra e alguns cientistas afirmam que as consequências do fenómeno são mínimas.

Apesar disso, alguns investigadores afirmam que o estado tecnológico actual do nosso planeta significa que as implicações das próximas inversões geomagnéticas poderão ser catastróficas.

A última vez que isto aconteceu foi há cerca de 780,000 anos mas hoje uma troca do Norte com o Sul pode ter consequências bem mais graves do que uma mudança de 180 graus. O que sabemos acerca destas mudanças magnéticas é que o campo magnético irá reduzir bastante antes de “virar”, o que significa que provavelmente não o vais sentir fisicamente, até porque esta mudança não é imediata – dura anos.

De acordo com John Tarduno, professor de geofísica na Universidade de Rochester, o campo magnético é uma das coisas que protege a Terra da radiação solar.

Eis a sua explicação ao Live Science:

“A ejecção de massa coronal ocorre ocasionalmente no Sul e muitas vezes afecta directamente a Terra. Muitas das partículas associadas com estas ejecções podem ser bloqueadas pelo campo magnético terrestre.

Com um campo magnético fraco, esse ‘escudo’ é menos eficiente. Buracos do ozono, como aquele na Antárctica, podem formar-se com as partículas solares a interagirem com a atmosfera numa cascata de reacções químicas”.

De acordo com Tarduno, isto pode provocar um pico nas taxas de cancro como resultado de uma exposição aumentada às ondas solares. No entanto, isto também acarreta riscos para os utensílios electrónicos – que estão em TODO o lado nos dias que correm – uma vez que as ondas solares podem causar danos sérios às infraestruturas electrónicas.

Monika Korte, director científico do Niemegk Geomagnetic Observatory no GFZ Potsdam, na Alemanha, disse:

“Este tipo de influências negativas claramente aumentam se o campo magnético diminui, tornando a função de ‘escudo’ significativamente mais fraca”.

Agora, não há nenhum consenso científico na forma como os animais, por exemplo, irão reagir a uma inversão do campo magnético mas sabemos que a mudança poderá ser colossal.

O que sabemos é que a mudança está a acontecer e precisamos de intervir para reduzir danos potencialmente catastróficos…