Sabes o que ocorre no cérebro de alguém decapitado?

De acordo com o biólogo molecular Francis Crick, um dos responsáveis pela descoberta do genoma humano, “tu não passas de um monte de neurónios”.

Para ele, as nossas percepções tais como sentimentos, crenças, movimentos e nossa própria existência, são o resultado do trabalho de nossas células neurais. Foi justamente essa ideia que criou o que hoje conhecemos como “A Hipótese Surpreendente de Crick”.

Tudo acontece porque a interacção entre células neurais, através dos neurotransmissores, nos leva a pensar, andar, sentir e falar quando somos estimulados. Essas informações são gravadas para que possamos usá-las no decorrer das nossas vidas!

Ondas cerebrais…

Este conceito pode explicar os estímulos eléctricos que acontecem em nosso cérebro e os traduz como uma forma deixada pelos nossos neurotransmissores. Desta forma, a existência de ondas cerebrais, encontrada por eletroencefalografias, mostram que uma pessoa está consciente.

Segundo um estudo realizado pela universidade holandesa Radboud Nijmegen, em 2011, os cientistas analisaram o cérebro de ratos decapitados para conhecer as suas actividades neurológicas.

O resultado mostrou que por até quatro segundos depois da separação do resto do corpo, os cérebros ainda geravam energia de até 100 Hz – número suficiente para ocorrer consciência e cognição, num processo que inclui o pensamento. Portanto, a pesquisa sugeriu que o cérebro seria capaz de pensar e sentir por alguns instantes mesmo depois de a cabeça ter sido separada do corpo!

Relatos…

A grande dúvida da ciência é saber quantos são esses segundos e se eles trazem dor e sofrimento à vítima. Segundo outros estudos realizado com mamíferos, estes mostram que o tempo recorde de consciência foi de 26 segundos pós-decapitação. Já um relato de um soldado em 1989, após sofrer um acidente ao lado de um amigo que perdeu a cabeça, dizia: “Primeiro foi um choque ou uma confusão, depois foi terror e tristeza”. O soldado ainda contou que a vítima fez sinais com os olhos.

De acordo com alguns relatos, a rainha Ana Bolena teria tentado falar após ter sido decapitada. Um estudo realizado em 1905 por Dr. Beaurieux mostrou a reacção de um criminoso após a decapitação: o homem teria dito duas vezes o nome da pessoa que cortou o seu pescoço!

Dá que pensar…