Assim foram os últimos dias de Robin Williams antes de se suicidar

Como foram os últimos dias de uma das pessoas mais queridas de Hollywood? Segundo a biografia Robin, de Dave Itzkoff, jornalista do New York Times, os últimos momentos de Robin Williams foram dolorosos e bastante duros. Não foi só a depressão a causa do seu suicídio.

O livro relata o que passou Robin Williams durante as gravações de À Noite, no Museu: O Segredo do Faraó, em Vancouver, quando ele sofreu uma desordem que o impedia de se lembrar das suas falas, dias antes da sua morte…

De acordo com o livro, tudo começou quando Robin Williams foi diagnosticado com Parkinson, como consequência do consumo de álcool e drogas. Pouco tempo depois, também foi diagnosticado com demência com corpos de Lewy (DCL), um síndrome parecido ao Alzheimer, que é de igual forma degenerativo e progressivo, afetando o cérebro, a forma de pensar, a mobilidade do corpo, a memória e as emoções.

Meses antes da sua morte, os sintomas começaram a ser cada vez mais visíveis e, com eles, a sua depressão piorou. A sua maquilhadora Cheri Minns recorda a tragédia que ele viveu durante as filmagens de À Noite, No Museu, onde o ator tinha problemas em recordar-se das suas falas e até em andar:

“Chorava nos meus braços no final de cada dia. Era horrível. Ele simplesmente chorava e dizia: ‘não aguento Cheri, já não sei o que fazer’…”

Cheri acabou por falar com o agente de Robin para lhe comunicar aquilo que se andava a passar com o ator, que só dizia não ter capacidade para lidar com o que estava a acontecer.

Robin Williams acabou por se suicidar a 11 de agosto de 2014, sendo que a sua morte deixou emocionado todo o mundo do espectáculo. Como disse a sua ex-mulher, por detrás do suicídio de Robin Williams existem mais coisas para além da depressão:

“Não foi a depressão que matou Robin. A depressão fui um dos cinquenta sintomas, e um dos mais pequenos para dizer a verdade”.

RIP.