Filho causa o divórcio dos pais e eles acabam por morrer tragicamente…

Que história. Esta é daqueles reacções em cadeia que tu não queres sequer pensar, especialmente se estiveres nos teus 15-16 anos de idade. A vida deste tipo mudou completamente.

Ele publicou a sua história no Reddit e é mesmo surreal. Eis o testamento dele:

“Os meus pais e eu costumávamos ser uma família muito feliz. Eles vieram de um meio com algum dinheiro e nenhum deles tinha irmãos, o que significa não ter tias nem tios, ou seja, mais dinheiro para mim. Eu também era filho único por isso tudo o que queria, tinha. Ao contrário do estereótipo, não é sinónimo de eu fazer o que quiser e comportar-me como m*rda. Se me portasse mal era repreendido e até castigado quando fosse preciso. Nunca fui proibido de ler, fazer desporto ou estar com amigos. Intelecto, atletismo e social skills eram essenciais, dizia-me o meu pai. Tive uma grande infância. Casa com piscina, campo de ténis e de basket, muitos carros e até um motorista privado que me levava a mim e aos meus amigos para a escola.

Onde eu vivo no entanto, ao contrário dos EUA, não é comum nem para as famílias com mais dinheiro de colocar os filhos em escolas privadas. Normalmente, elas têm uma qualidade pior quando comparado com as públicas. Por isso, foi para uma escola que diziam ser muito boa. Apesar de os meus pais terem reclamado comigo quando entrei, deram-me secretamente um tratamento especial. Nenhum professor se opunha a mim, quando era mais novo não pensava muito nisso mas agora que penso tornoa-se óbvio. Perguntei à minha professora de história na altura, visto que a encontrei há umas semanas, e ela disse-me que lhe foi dada uma lista de estudantes que ela devia tratar um pouco melhor. É um bocadinho do meu background.

O pior vem com os meus 16 anos de idade. Tinha as hormonas no pico, a puberdade a atingir-me, tal como atinge qualquer outra pessoa. Graças aos meus pais, fiz o melhor que pude para não me tornar um parvo como muitos outros. Mas havia uma rapariga na minha turma, também ela com 16 anos de idade. Por questões de privacidade, vou referir-me a ela como Pauline. Ela era pequena quando comparada comigo, eu estava na equipa de basket da escola – alto e musculado. Nada me podia parar por isso demonstrei interesse. Começámos a sair e um dia combinámos passar a noite juntos a ver filmes. Pauline era de uma classe social completamente diferente. O pai dela era um bêbedo que vivia a meio país de distância e o dinheiro que ele mandava para casa mal chegava para que ela e a mãe pudessem viver bem. Claro que na escola ela era até chamada de gold digger, por estar comigo. Acho que nunca tinha dito aos meus pais que estava com ela mas confrontei-os uma vez ao jantar com a situação e eles reagiram bastante bem, sendo que permitiram não só eu passar a noite com ela como até sugeriram que o fizesse durante todo o fim de semana, se a mãe dela assim o permitisse – ela acabou por permitir!

Depois da escola, fui até a casa dela, ajudei-a a preparar a mala e estávamos a caminho de minha casa. A vir para casa, a minha mãe recebe uma chamada do trabalho – queriam-na lá de urgência – ela era neurocirurgiã, por isso lá foi ela, a um sábado, sendo que em casa ficava eu, a Pauline e o meu pai. Chegámos e apresentei-a ao meu pai. O resto do dia correu muito bem, nadámos na piscina e passámos horas a falar no jacuzzi. A noite chegou e decidimos ver uns filmes na televisão, no quarto de hóspedes. Claro que começámos logo a tocar-nos e a coisa rolou. Ia tirar a caixa dos preservativos que tinha roubado à minha mãe há uns meses e, obviamente, foi tudo muito rápido. Vimo-nos e depois ficámos ali a olhar um para o outro, a pensar no quão bom tinha sido. Tirei o preservativo e atirei-o para debaixo da cama.

Na manhã seguinte acordámos nus ao lado um do outro. O pânico apoderou-se de nós e vestimo-nos de imediato. O preservativo usado e as cuecas da Pauline ficaram debaixo do chão da cama. Corremos para o meu quarto – onde era suposto termos dormido. Pauline lembrou-me que tínhamos de voltar ao quarto de hóspedes para limpar aquela sujeira que estava debaixo da cama mas eu estava muito preguiçoso para o fazer, e também com medo que alguém descobrisse.

O resto do fim de semana correu bem. Ela gostou do meu pai e depois de terem passado o dia a jogar jogos de tabuleiro, criaram uma relação próxima. Depois, a minha mãe veio e as coisas ficaram ainda melhores. Mas uma semana depois, algo aconteceu. Os meus pais subitamente deixaram de se dar como antigamente e isto foi, de facto, muito mau. A Pauline deu-me muito apoio nesta altura. Passados cerca de 7 meses de mau ambiente em casa, a minha mãe dá-me a notícia de que eles se iam divorciar, porque aparentemente o meu pai tinha-a traído. Ela não deu detalhes mas mencionou o quarto de hóspedes e as cuecas que lá estavam. Eu sabia bem o que era aquilo. Mas mesmo assim fiquei em silêncio e deixei tudo acontecer. O meu pai estava devastado e a minha mãe também. O processo legal demorou dois anos, eu já tinha 18 anos nessa altura – legalmente adulto. Deram-me a casa e grande parte dos bens. E ali estava eu, adulto, causador do divórcio dos pais e com imenso dinheiro para gastar.

Demorou um ano mas eu chamei os meus pais para se juntarem e para lhes dizer a verdade. Disse-lhes exactamente o que se passou e até com umas piadas à mistura, mas não recebi risos de volta. Olharam para mim como nojo. Ambos. Nada do que disse os parou de me culpabilizarem por tudo aquilo. Eles estavam certos, eu devia ter dito logo quando a minha mãe falou no assunto.

Tinha tudo no meu poder para os ajudar, ofereci dinheiro e a casa. Eles recusaram as minhas tentativas de remediar a situação. Disseram-me também para nunca mais os contactar.

Não consigo descrever o quão feliz fiquei quando fiz 20 anos e soube que eles estavam juntos de novo e que tinham adoptado uma rapariga. Uns meses antes, eles contactaram-me e acabamos por resolver tudo.

Infelizmente, há seis meses atrás eles foram atingidos por um condutor bêbedo enquanto viajavam para um resort durante o fim de semana. Ambos morreram. Fiquei impávido. Disse tudo à Pauline, a razão por detrás do divórcio deles, mas ainda estamos juntos e ela é uma noiva fantástica. Adiámos o nosso casamento por causa do que aconteceu. Não consigo parar de sentir que causei indirectamente a morte dos meus pais. Deram-me tudo e eu arruinei-os. Como é que me vou perdoar alguma vez? Hoje, tenho a possibilidade de ficar com a minha irmã adoptiva. Bem, não sei o que dizer. Estou estupefacto devido à Pauline ainda gostar de mim, ela é a única luz que tenho nesta coisa merdosa a que chamam vida”.