Estudo comprova que electrocutar o pénis pode ajudar a combater a disfunção eréctil

E se te dissermos que uma equipa de investigadores da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) está a apostar em terapias de choque para combater a disfunção eréctil? Eles descobriram, depois de electrocutarem levemente os órgãos genitais de 22 pacientes com impotência, que a carga eléctrica pode ser a solução.

Quem o reporta é o Daily Mail e testes recentes revelaram que os voluntários com problemas de desempenho sexual tiveram o problema resolvido com apenas algumas semanas de tratamento. Eles participaram em duas sessões por semana, cada uma com 15 minutos, durante um mês inteiro…

A técnica, chamada de estimulação elétrica funcional, já é usada há quase 40 anos para o tratamento de outras condições, incluindo a esclerose múltipla. Aparentemente, disparar uma corrente de baixo nível pode “despertar” músculos e nervos que controlam os movimentos.

A terapia em questão envolveu 22 homens com idades entre 40 e 65 anos, com graves problemas de erecção e que não faziam uso de qualquer medicação para solucionar o problema. Durante um mês, eles foram expostos a dois eléctrodos nos genitais, que serviram para aplicar uma corrente eléctrica controlada.

Enquanto metade recebeu a terapia de choque genuína, a restante foi exposta a um tratamento simulado, ou placebo, em que nenhuma corrente eléctrica era gerada. A resposta sexual em ambos os grupos foi medida por meio de uma escala reconhecida, chamada de Índice Internacional de Função Erétil. Os resultados, publicados no International Journal of Impotence Research, mostraram que aqueles que receberam o tratamento simulado tiveram pouca ou nenhuma mudança nas suas pontuações. No entanto, dos 11 que receberam a terapia genuína, três recuperaram a capacidade de erecção espontânea, enquanto cinco verificaram melhorias significativas e três não obtiveram resposta ao tratamento.

Para os investigadores, ainda não está claro como exactamente o choque eléctrico pode ajudar a aumentar o desejo sexual. Estudos realizados em animais mostraram que um processo a envolver um aumento nos níveis de óxido nítrico, que dilata os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo sanguíneo para os genitais, pode estar envolvido.

Ainda assim, é importante lembrar que apesar de interessante, o estudo foi feito numa amostra relativamente pequena de pacientes e que não houve acompanhamento para verificar a duração dos benefícios a longo prazo.