Empresa responsável por limpar Fukushima decide deitar 777 toneladas de resíduos nucleares para o oceano!

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A empresa responsável por limpar Fukushima está a planear em deitar 580 barris de água contaminada com uma forma radioactiva de hidrogénio para o Oceano Pacífico.

Este resíduo radioactivo é chamado de tritio e está presente em cerca de 777 toneladas de água, que era utilizada para arrefecer os reactores danificados da central nuclear, depois do desastre de Fukushima que ocorreu há 6 anos atrás.

Um tsunami causou explosões e a libertação de material radioactivo nas Unidades 1, 2 e 3 da Fukushima Daiichi Nuclear Power Plant durante três dias, em março de 2011.

Desde então, o governo japonês orquestrou uma operação gigante, onde estão envolvidos mais de 14 biliões de libras, tudo para tornar a área – contaminada com resíduos nucleares – apta para a habitação outra vez.

No entanto, os últimos planos têm sido extremamente criticados, particularmente por aqueles que trabalham na indústria da pesca e do turismo.

Kanji Tachiya, líder da cooperativa dos pescadores locais, disse: “Lançar tritio para o oceano vai criar uma nova onda de rumores infundados, tornando os nossos esforços vãos.”

Takashi Kawamura (na fotografia), presidente da Tokyo Electric Power Company (TEPCO), responsável pela operação de limpeza da planta nuclear, afirma que a decisão teve mesmo que ser tomada, apesar das críticas dos ambientalistas.

Apesar disso, a TEPCO precisa da permissão do governo para lançar os resíduos ao mar, sendo que Mr. Kawamura disse: “Não podemos avançar se não tivermos o apoio do estado”.

O tritio não causa grande impacto ou perigo para os humanos, a não ser que seja exposto em elevadíssimas quantidades. De acordo com o presidente da NRA, o químico é “tão fraco na sua radioactividade que nem penetra sacos de plástico”.

No entanto, alguns activistas e ambientalistas temem que o lançar desses resíduos para o Índico façam com que, no futuro, lançar lixo para o oceano seja visto como algo comum e natural, de acordo com Aileen Mioko-Smith, da Green Action Japan.

Os locais esperam agora por decisões governamentais. Veremos…