Este minhoca não faz sexo há 18 milhões de anos


 

Os investigadores sequenciaram recentemente o ADN de uma espécie específica de minhoca e constataram que a mesma não tem relações sexuais há mais de 18 milhões de anos. A verdade é que apesar disso, pareceram ter sobrevivido bem, de acordo com Rae Ellen Bichell, da NPR.

A reprodução sexual evoluiu há mais de um bilião de anos na Terra, o que providenciou benefícios genéticos significantes para muitos dos animais que a adotaram.

A reprodução sexual também permite que haja uma mistura “fácil” dos genes, o que pode fazer com que as mutações aleatórias naturais que ocorrem no ADN se acumulem ao longo do tempo. Isto pode gerar um “mutational meltdown”, que pode trazer impactos sérios para a saúde e continuidade de sobrevivência de algumas espécies…

Sem capacidade para se adaptarem a estas mutações rapidamente, algumas espécies assexuadas acabam por se extinguir. Mas nem todas têm esse destino.

Esta espécie de minhoca, Diploscapter pachys, sempre se reproduziu de forma assexuada praticamente desde o início, há 18 milhões de anos, e os investigadores questionaram-se como é que a espécie em questão evitou o acumular de mutações genétocas. Aparentemente, conseguiram desenvolver um método perfeito para se clonarem.

“De alguma forma, esta espécie de minhocas fundiu os seis pares de cromossomas dos seus antecessores num par de cromossomas enormes. Isto significa que se podem clonar enquanto mantêm um elevado nível de diversidade genética, uma vez que a clonagem era feita com recurso à meiose”, explicou Rae.

18 milhões de anos. Sem sexo. E ainda aqui.