A “Parábola das Laranjas” explica porque é que alguns empregados são melhores do que outros


 

Como te sentirias se passasses anos a fio a trabalhar arduamente como empregado e de repente, alguém novo na tua empresa consegue uma promoção que já há muito querias? Parece uma injustiça, não é verdade?

A verdade é que por vezes não conseguimos ver as razões dos patrões para eles tomarem as suas decisões. E aparentemente, muitas das vezes um novo empregado é uma melhor escolha do que um trabalhador que já se encontra na empresa há anos e anos…

Num discurso dado na Brigham Young University, em Idaho, Randall L. Ridd partilhou aquilo a que ele chamou de “Parábola das Laranjas”. Ele começou a contar a sua história:

“Havia um jovem que tinha a ambição de trabalhar para uma empresa porque a mesma pagava muito bem e era bastante prestigiosa. Ele preparou o seu CV e foi a diversas fases de entrevista. Eventualmente, conseguiu entrar na empresa, no cargo mais baixo que existia. Depois, usou a sua ambição para tentar chegar ao cargo de supervisor, que não só pagava melhor como dava mais prestígio. Então ele completou as tarefas que lhe foram dadas. Ele chegava mais cedo durante a manhã e saía fora de horas para o patrão ver que ele trabalhava imenso.

Passados cinco anos, a posição de supervisor ficou disponível. E infelizmente, para tristeza desse homem, foi outro empregado, que só estava naquela empresa há 6 meses, que conseguiu a promoção. O homem que já estava na empresa há anos ficou muito irritado e foi ter com o patrão a pedir explicações…”

Foi aí que o patrão disse: “Antes de responder às suas questões, podia-me fazer um favor?”. O homem concordou e o patrão disse: “Pode ir à mercearia comprar-me algumas laranjas? A minha mulher precisa delas”. O homem, meio confuso, aceitou e foi até à mercearia. Quando retornou, o patrão perguntou: “Que tipo de laranjas comprou?” e o homem disse: “Não sei”.

“Você só me disse para comprar laranjas, e isto são laranjas. Estão aqui”, concluiu. O patrão perguntou de seguida quanto é que as mesmas custaram e o homem disse: “Não tenho a certeza. Você deu-me 30 dólares, por isso tem aqui o talão e o troco”.

“Obrigado”, disse o patrão. “Agora sente-se, por favor, e preste muita atenção…”

Depois, o patrão chamou à sala o empregado que recebeu a promoção e pediu-lhe que fizesse exatamente o mesmo trabalho. Ele concordou e foi até à loja. Quando voltou, o patrão perguntou: “Que tipo de laranjas compraste”?

“Bem”, disse ele, “a loja tinha todas as variedades de laranjas. Laranja-da-baía, laranjas de Valencia, tangerinas e muitas outras, e eu não sabia de que tipo comprar. Mas lembrei-me que disse que a sua mulher precisava de laranjas, por isso liguei-lhe. Ela disse que estava a dar uma festa e que ia fazer sumo de laranja, por isso perguntei ao senhor da mercearia quais as melhores laranjas entre aquelas todas para fazer sumo. Ele disse que as de Valencia eram as melhores, por isso eu trouxe estas. Deixei-as em sua casa a caminho do escritório. A sua mulher gostou muito”, concluiu.

“Muito bem, e quanto custaram?”, perguntou o patrão.

“Bem, isso foi outro problema. Eu não sabia quantas comprar, por isso voltei a ligar à sua mulher e perguntei-lhe quantas visitas ia ter ela na festa. Ela falou em 20 pessoas e eu perguntei ao senhor da mercearia quantas laranjas eram necessárias para fazer sumo para 20 pessoas e ele concordou que eram precisas mesmo muitas. Assim, ele fez-me um pequeno desconto: as laranjas normalmente custam 75 cêntimos cada mas eu paguei apenas 50 cêntimos por cada um. Tem aqui o troco e o recibo”.

O patrão sorriu e disse que ele podia sair. Depois, olhou para o empregado mais antigo, que assistiu a tudo. O homem levantou-se e disse: “Já percebi onde quer chegar”, e saiu do escritório”.

No fim, Ridd explicou: “Qual a diferença entre estes dois homens? Foi pedida a mesma coisa a ambos e eles fizeram. Podem dizer que um fez só o suficiente e que outro prestou mais atenção aos detalhes mas a diferença mais importante teve que ver com a intenção. O primeiro homem estava motivado pelo dinheiro, posição e prestígio e o segundo foi guiado por um intenso desejo de agradar o patrão e comprometeu-se a ser o melhor empregado que conseguia”.

Faz todo o sentido.